Buscar
  • BDB Cultural

Por que compramos o livro pela capa? Mesa na BDB debate o design editorial

A BDB Cultural recebe três especialistas no planejamento visual de livros para debater na transmissão do dia 27, às 19h

Designers André Maya, Rafael Dietzsch e Haroldo Brito fazem panorama e discutem o futuro do livro como objeto


FOTO: André Maya - Acervo Pessoal


Ao contrário do que sugere o ditado, todos nós compramos livros pela capa. Os designers são especialistas em transformar o livro em um objeto bonito, feito para ser exposto — e essa é uma das tendências para o futuro do livro: investir em visuais arrojados, diferentes, chamativos. A frase “o livro como objeto de desejo” é repetida, inclusive, pelos três especialistas convidados pela BDB Cultural para a mesa em homenagem ao Dia Mundial do Design, celebrado no próprio 27 de abril, quando ocorre a transmissão nas redes sociais da iniciativa, às 19h.


Com mediação do curador de literatura da BDB Cultural, Tagore Alegria, e participação dos professores da UnB André Maya e Rafael Dietzsch, fundadores da editora Esferográfica, e do criador da Criatus, Haroldo Brito, a mesa “O design gráfico-editorial: parceiro dos livros” pretende entender a relação entre o visual do livro e seu conteúdo e garante: estamos cada vez mais comprando livros de acordo com a sua beleza física.


FOTO: Haroldo Brito - Acervo pessoal


“Ao longo dos últimos anos a gente observou o crescimento da visão do livro como um objeto. Ele não é mais um depósito de conhecimento, de palavras. A gente contou com a grande contribuição da Cosac Naif, que despertou o mercado livreiro em geral para o aspecto físico do livro, que hoje é um dos maiores motivadores da compra: a qualidade da edição. Um dos fenômenos de venda hoje em dia, inclusive, é o livro-objeto, que investe no formato. Eu mesmo já fiz livros capa de palha, de chita, de casca de buriti. E acho que vamos continuar inovando ainda mais nesse sentido”, afirma Haroldo Brito.


“O mercado tem aberto espaço para produções menores, para menores tiragens, com temática mais diversa, até artesanal. O livro físico ele se mantém como um objeto que gera prazer. Hoje, claro, podemos fazer leituras mais qualificadas com o e-readers, que permitem contar até quantas crases tem em um texto, algo que o impresso nunca teria. O investimento do livro, então, vai no sentido do que o e-reader nunca vai ter. O toque, o aspecto físico. O conteúdo que só se interessa por isso vai migrar para o digital, como aconteceu com as revistas acadêmicas, mas a arte talvez passe a ser cada vez mais um lugar do impresso”, aponta André Maya.


O sócio dele, Rafael Dietzsch, completa esse pensamento: “Temos um mercado com muito autor independente, com auto-publicação, com financiamento coletivo... Antes ia para o artesanal quem não conseguia publicar pelas grandes editoras. Agora o jogo se inverteu. Mesmo as grandes editoras, as grandes tiragens, elas têm buscado se assemelhar ao que é feito à mão, exclusivo, fisicamente precioso”, diz.

Sobre a BDB Cultural

A BDB Cultural é uma iniciativa do governo federal, por meio da Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo, em parceria com a Biblioteca Demonstrativa do Brasil Maria da Conceição Moreira Salles (BDB) e, por meio de um termo de colaboração, com a organização social Voar Arte para a Infância e Juventude. A agenda que o projeto executará na BDB segue até março de 2022.

“Com a BDB Cultural, vamos renovar a prática de ser uma referência a outras bibliotecas do país para que elas possam abrir suas asas para voos mais altos e dar vida aos seus espaços”, diz o coordenador-geral da BDB Cultural, Marcos Linhares.

Para saber mais sobre os próximos cursos e eventos oferecidos, acompanhe as novidades da BDB Cultural no Youtube (https://www.youtube.com/c/BDBCultural), no Facebook (https://www.facebook.com/bdbcultural), Instagram (https://www.instagram.com/bdbcultural/) e no site www.bdbcultural.com.br da iniciativa.

Sobre os convidados

FOTO: Rafael Dieztsch - Norman Posselt/Acervo pessoal


André Maya é professor do curso de Design da UnB e é editor da Esfereográfica, uma pequena editora especializada em publicações sobre tipografia e design de tipos fundada em 2014.


Rafael Dietzsch é designer de tipos, tipógrafo e editor, graduado em Desenho Industrial pela Universidade de Brasília (2002) e mestre em design de tipos pela University of Reading (2012). Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Audiovisuais e Publicidade da UnB, instituição onde também é doutorando do PPG em Comunicação. Em 2014, junto a André Maya, fundou a Esfereográfica, editora especializada em obras de referência sobre tipografia.


Haroldo Brito é designer gráfico com quase 20 anos de atuação no mercado brasiliense. Fundou em 2010 a Criatus Design, teve trabalhos selecionados para a 12ª Bienal Brasileira de Design. Foi 2º secretário da Associação de Designers Gráficos do DF (ADEGRAF, 2016-2018) e diretor financeiro da ADGBrasil entre 2015 e 2017.

Serviço:

BDB Cultural – Abril de 2021

Mesa especial em homenagem ao Dia Mundial do Design Gráfico com o tema “O design gráfico-editorial: parceiro dos livros”. Participação dos professores da UnB André Maya e Rafael Dietzsck, fundadores da editora Esferográfica, e do criador da Criatus, Haroldo Brito.

27/04 - Transmissão no Facebook e no YouTube da BDB Cultural, às 19h.

Outras informações:

Facebook.com/bdbcultural

Instagram - @bdbcultural

30 visualizações0 comentário