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“Mulheres empoderadas” fala das relações de gênero na biblioteca

Atualizado: Set 27


  • Simone Bastos e Cleide Soares falam de como os papeis de gênero interferem no conhecimento sobre bibliotecas nas redes sociais da BDB Cultural


FOTO: Cleide Soares - Fabrício Veloso/Acervo Pessoal


O lugar comum sobre um funcionário de uma biblioteca é o de uma mulher rude e impaciente. Ao mesmo tempo em que o ofício da biblioteconomia foi associado a mulher, essa caracterização veio carregada de preconceitos de gênero, como discutem as bibliotecárias Simone Bastos e Cleide Soares. Elas se reúnem na mesa “As mulheres e a biblioteca”, parte da programação “Mulheres empoderadas”, que será transmitida nas redes sociais da BDB Cultural na sexta-feira, dia 24, às 21h.


“Tivemos durante muitos anos a biblioteca como um lugar de castigo e a blibliotecária como essa espécie de carcereira. Depois foi dado como um ambiente superado pela internet. Nesse momento de infodemia e desinformação, porém, a biblioteca se revelou em todo o mundo como este meio de transmitir a informação fidedigna em um espaço público, acessível a todos e cuidado por todos, sem importar o sexo”, diz Simone.


Cleide Soares complementa: “O ingresso da mulher na biblioteconomia ocorreu juntamente com o ingresso da mulher no magistério, na década de 1930. A bibliotecária sisuda, na verdade, foi mesmo um estereótipo, mais associado com o das professoras, que usavam óculos e uma régua para impor uma imagem. O preconceito vem sendo quebrado com a própria abertura das bibliotecas para as linguagens culturais, para os eventos e para o acesso ao acervo. Antigamente, os acervos também eram mais fechados e as bibliotecas eram notadamente mais silenciosas do que se observa hoje”.

A informatização

FOTO: Simone Bastos/Acervo Pessoal


A relação de gênero e biblioteconomia também se viu radicalmente alterada com a informatização das bibliotecas, ocorrida especialmente a partir da virada do milênio. A maioria dos profissionais da tecnologia eram homens. “Como professora de biblioteconomia, pude observar essa progressiva equidade entre homens e mulheres nos cursos e também uma quebra do paradigma inicial, de homens nos aspectos eletrônicos e as mulheres no cuidado com o acervo. Isso é uma importação de preconceitos que foi sendo destruída ao longo dos últimos anos. Várias mulheres trabalham com tecnologia nas bibliotecas. Eu sou uma delas”, afirma Simone.


“A informatização dos processos veio contribuir muito com a realização das atividades técnicas que já eram desempenhadas por nós, sempre foi uma profissão muito técnica. Agilizou, liberou a biblioteca para outras atividades mais de apoio a pesquisas científicas, acadêmicas, culturais e tecnológicas. Informatização e bibliotecas são duas linhas complementares e bem afinadas. Muitas mulheres contribuíram e contribuem para a organização das bases tecnológicas da biblioteconomia, a Simone Bastos, inclusive”, conclui Cleide. O bate-papo completo promete passar por estes e muitos outros temas, acompanhe.

Sobre a BDB Cultural

A BDB Cultural é uma iniciativa do governo federal, por meio da Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo, em parceria com a Biblioteca Demonstrativa do Brasil Maria da Conceição Moreira Salles (BDB) e, por meio de um termo de colaboração, com a organização social Voar Arte para a Infância e Juventude. A agenda que o projeto executará na BDB segue até março de 2022.

“Com a BDB Cultural, vamos renovar a prática de ser uma referência a outras bibliotecas do país para que elas possam abrir suas asas para voos mais altos e dar vida aos seus espaços”, diz o coordenador-geral da BDB Cultural, Marcos Linhares.

Para saber mais sobre os próximos cursos e eventos oferecidos, acompanhe as novidades da BDB Cultural no Youtube (https://www.youtube.com/c/BDBCultural), no Facebook (https://www.facebook.com/bdbcultural), Instagram (https://www.instagram.com/bdbcultural/) e no site www.bdbcultural.com.br da iniciativa.

Sobre as convidadas

Cleide Soares é bibliotecária, com pós-graduação nas áreas de Ciência da Informação, Gestão Cultural e Memória Cultural. Foi responsável pela implantação de mais de 10 mil bibliotecas públicas e comunitárias e pela formação de mais de 20 mil auxiliares de bibliotecas e agentes de leitura no Brasil e no exterior. Foi coordenadora da Rede de Bibliotecas Públicas do Distrito Federal, coordenadora nacional do Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras, coordenadora-geral de Leitura da Fundação Biblioteca Nacional. É Conselheira Regional de Cultura no Distrito Federal, chefe da Biblioteca da Câmara Legislativa do Distrito Federal e coordenadora do coletivo Grito do Livro: Leia Mais!.


Simone Bastos Vieira tem pós-doutorado em Ciência da Informação, na área de Gestão do Conhecimento, pela Université Charles de Gaulle (2016), doutorado em Ciência da Informação pela Universidad Complutense de Madrid (1994), mestrado pela Universidade de Brasília (1984) e graduação em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília. Atualmente é professora associada da Faculdade de Ciência da Informação, da Universidade de Brasília. É também bibliotecária aposentada do Senado Federal, onde exerceu o cargo de diretora da Biblioteca, no período de 1996 a 2012. Tem experiência na área de Ciência da Informação , com ênfase em Biblioteconomia. Atua principalmente nos seguintes temas: organização da informação e gestão do conhecimento, análise da informação e uso de novas tecnologias, informação e biblioteca digital.

Serviço:

BDB Cultural – Setembro de 2021

Primeira edição do “Mulher empoderada” de setembro vai discutir as relações das mulheres com as bibliotecas. Participam Simone Bastos e Cleide Soares.

24/9- Transmissão no Facebook e no Youtube da BDB Cultural a partir das 21h.

Outras informações:

Site www.bdbcultural.com.br

Facebook.com/bdbcultural

Instagram - @bdbcultural

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