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  • Foto do escritorBDB Cultural

Mesa recebe escritores de Brasília para celebrar a história literária da cidade


  • Encontro entre escritores de Brasília vai discutir a produção literária da cidade, com enfoque especial na Geração Mimeógrafo


FOTOS: Da esquerda para a direita: Wélcio de Toledo, Erivelto Carvalho, Marcos Fabrício Lopes e José Sóter - Acervo pessoal

Brasília foi inaugurada nos anos 1960, mas a identidade cultural da cidade foi se formando ao longo do tempo, muito depois do 21 de abril. Nas vésperas do aniversário de 63 anos da cidade, a BDB Cultural reúne escritores de Brasília justamente para falar da formação do caldo cultural que deu origem às expressões brasilienses de cultura, especialmente na literatura.


O bate-papo “Literatura e Identidade Cultural em Brasília” receberá no auditório da BDB Cultural (506/507 Sul) um quarteto de professores de literatura e de poetas para falar da progressão histórica da literatura local, com especial enfoque em um possível berço da literatura brasiliense: a Geração Mimeógrafo, que atuou especialmente no fim dos anos 1970 e começo dos anos 1980 distribuindo obras mimeografadas — marcadas com o famoso papel roxinho — em vários pontos culturais da cidade.

Panorama histórico

O encontro receberá os escritores Wélcio de Toledo, Marcos Fabrício Lopes e José Sóter e terá a mediação do também escritor e professor Erivelto Carvalho. “Será um importante momento para entender Brasília como um tema que atravessa essa literatura local, como a cidade e as cidades dentro dela são transversais, para além dos nomes e do estilo”, afirma o mediador.


"Em minha tese de doutorado eu pesquisei as gerações do mimeógrafo, essa fonte da poesia marginal que circulava no DF e que tem espelhismos que podem ser indentificados até hoje. Acho que o que vamos fazer, nessa busca das diversas identidades de Brasília, é um diálogo poético, conversando sobre poesia e também declamando poesias da época e do presente”, sustenta Wélcio.


Um dos convidados, José Sóter, é um representante legítimo da Geração Mimeógrafo, atuando desde os princípios do movimento. “Será uma oportunidade muito boa de falar da importância da poesia marginal, da nossa busca pela construção de um sotaque brasiliense, de um jeito de escrever local”, sustenta Sóter.


Aportando uma visão histórica a partir de outro ponto de vista, Marcos pretende enaltecer a presença de autores e de autoras negras nessa criação literária típica de Brasília. “É o que eu chamo de poesia afrocerratense, esses textos que falam da negação de direitos ao negro mesmo no contexto da criação de uma cidade da esperança. Quero trazer textos de Jorge Amâncio, de Tatiana Nascimento, de Meimei Bastos...”, elenca ele.


O debate, sem dúvida, será imperdível e, assim como todas as atividades da BDB Cultural, tem entrada gratuita.

Sobre a BDB Cultural

A iniciativa BDB Cultural é resultado de uma colaboração com o Ministério da Cultura em parceria com a Biblioteca Demonstrativa do Brasil Maria da Conceição Moreira Salles (BDB) e com a organização social Voar Arte para a Infância e Juventude para a criação de uma programação cultural para a BDB.

Para saber mais sobre os próximos cursos e eventos oferecidos, acompanhe as novidades da BDB Cultural nos canais do Youtube (https://www.youtube.com/c/BDBCultural ), no Facebook (https://www.facebook.com/bdbcultural ), Instagram (https://www.instagram.com/bdbcultural/ ) e no site www.bdbcultural.com.br da iniciativa.

Sobre os convidados

Erivelto da Rocha Carvalho é professor associado da área de Literatura Espanhola e Hispano-Americana do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília. Doutor em Literatura Espanhola e Hispano-Americana pela Universidade de Salamanca (2010), título revalidado como Doutor em Literatura pela Universidade de Brasília (2012). Formado em História pela Universidade de Brasília (1997). Tem traduções diversas e três livros de ficção publicados: "Cínicos e entediados" (2018) e "NovesForaCopa: viejas crónicas futboleras" (2022) e "Entre estátuas e fantasmas" (2021).

José Luiz do Nascimento Sóter se apresenta como poeta marginal da geração mimeógrafo de Brasília. Nasceu em Catalão, Goiás, em 1953. Formação em Agronomia pelas Universidade Federal de Goiás e Universidade de Brasília. Exerce a profissão de publicitário. Professor da rede pública, coordenador da Associação Brasileira de Radiodifusão. Marcos Fabrício Lopes da Silva nasceu em Brasília, no dia 16 de setembro de 1979. Lá, formou-se em jornalismo pelo UniCeub. Cursou mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na UFMG, onde integra o Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade, da Faculdade de Letras. Participa do coletivo de escritores “República do Pensamento”. Como crítico, Marcos Fabrício tem publicado ensaios e artigos em livros e em periódicos especializados. É autor de “Dezlokado” (2010), “Doelo" (2014) e “Chapa quente” (2017).

Wélcio de Toledo é nascido em Brasília. Professor, poeta, contista e atua em movimentos sociais e culturais da cidade. Pesquisa a poesia marginal e a identidade cultural em Brasília, no doutorado em Literatura e Práticas Sociais da UnB. Faz parte do Coletivo Anarcopoético, que organiza ocupações artísticas em espaços abertos da capital federal juntamente com outros amigos poetas, com música, poesia, exposições ao ar livre, performances, transgressões e o que mais surgir de arte. Possui poemas em diversas coletâneas e revistas literárias. Antes de “Tudo que não cabe no poema”, publicou três outros livros: "Poemas, Visões e Outras Viagens” (2012); SUBVERSOS (2015); e o de contos “Rosa como o bico do meu peito” (2017).

Serviço:

BDB Cultural – Abril de 2023

Mesa Literatura e Identidade Cultural em Brasília com Wélcio de Toledo, Marcos Fabrício Lopes e José Sóter - Mediação: Erivelto Carvalho.

19/04, quarta-feira, 19h30- Auditório da BDB Cultural (506/507 Sul)

Outras informações:

Instagram - @bdb.cultural

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