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Doc-fic sobre Cora Coralina fica em cartaz na BDB Cultural

Atualizado: Abr 15


Filme que reconstitui a vida de Cora Coralina será exibido no Cine BDB


Doc-fic, mistura de documentário e ficcção, de Renato Barbieri sobre a escritora goiana terá exibição ao longo de um fim de semana


FOTO: Reprodução de cena - Gaya Filmes


O filme Cora Coralina – Todas as vidas é narrado pela escritora goiana. Mulheres de fenótipos e idades tão diferentes quanto Maju Souza e Zezé Mota emprestam suas vozes aos poemas de Cora, mas são eles, estes versos autobiográficos, que constroem a narrativa deste documentário que vai desvelando a vida de uma escritora que alcançou fama apenas na terceira idade, mas que começou seu trabalho de rebeldia social e amor pela literatura desde a infância. É essa a história que a BDB Cultural exibirá do dia 15 de março, quinta, às 19h, até domingo, dia 18, no mesmo horário.

Esta sessão do “Cine BDB” ficará em cartaz até domingo, às 19h. Isso significa que para preservar os direitos autorais do filme, ele não ficará armazenado em nossos arquivos de vídeo das redes sociais depois desse período. Portanto, já deixe a pipoca do fim de semana separada. Além da sessão do filme, o evento contará com uma entrevista com o diretor da produção, Renato Barbieri, um dos cineastas mais célebres de Brasília.

Barbieri define Cora Coralina – Todas as vidas como um “doc-fic”. Embora sua linguagem seja documental, entrevistando professores e especialistas na vida e obra da escritora goiana, se sobrepõe o aspecto ficcional, que vai desvelando e reconstruindo a vida de Cora a partir de sua produção poética nas vozes de seis atrizes: Walderez de Barros, Beth Goulart, Zezé Motta, Tereza Seiblitz, Camila Márdila e Maju Souza.

“Polifonia coralínea”

FOTO: Reprodução de cena - Gaya Filmes


“Eu pensei nas mulheres de Cora para criar esse filme já que ela foi uma representante da mulher simples que é excluída, ela uma das primeiras mulheres que enfrenta esse pensamento ultraconservador estando em uma cidade profundamente tradicional. Pensei as mulheres de cora, nas várias vozes, várias idades, a polifonia que ela representa. Cora ficou conhecida em 1980, já aos 90 anos, e, portanto, a imagem dela que ficou famosa foi a de uma idosa. Mas ela dizia: ‘eu carrego comigo todas as idades’ e eu quis ir por essa linha”, afirma o diretor.

“Os textos da Cora, a poesia dela é sempre muito autobiográfica, então eu achei melhor não ter um narrador, ela narrar o filme em seus poemas marcados nessa textura de vozes e eu acho que isso compõe um retrato melhor do que qualquer texto que pudéssemos fazer. Aqui a gente tem um encontro do documental, do ficcional, do poético, do artístico. Embora tenha ido pela linha do documentário, sempre busquei uma narrativa inventiva. Mas isso foi radicalizado neste filme com um elenco robusto, objetos de cena, figurinos, tudo trabalhado de um jeito mais radical”, aponta.

A relação com Goiás


FOTO: Cora Projeção na casa na Cidade de Goiás - Divulgação - Gaya Filmes


Além das leituras dos poemas, o tabuleiro de atrizes composto para a produção encena passagens-chave da carreira da escritora, como ocorre na cena em que Walderez de Barros interpreta o retorno de Cora, já na velhice, à casa de sua infância, em Goiás Velho-GO, e que hoje abriga um museu da escritora.

“Essa casa é, para mim, um dos personagens do filme. A cidade, como um todo, é importante para contar a carreira de Cora. Goiás é uma cidade cinematográfica, uma cidade que te permite filmar de muitos jeitos. Enquadrando a Serra Dourada, usando drones, focando no casario... São infinitas as possibilidades e a casa também. Foi uma decisão de roteiro mostrar a casa de diversas formas, reconstruir as cenas da infância ali, naquele espaço. Até as diversas projeções feitas de entrevistas de Cora no filme foram exibidas para captação nas paredes, janelas e portas da casa de Cora”, reforça o diretor.

Sobre a BDB Cultural

A BDB Cultural é uma iniciativa do governo federal, por meio da Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo, em parceria com a Biblioteca Demonstrativa do Brasil Maria da Conceição Moreira Salles (BDB) e, por meio de um termo de colaboração, com a organização social Voar Arte para a Infância e Juventude. A agenda que o projeto executará na BDB segue até março de 2022.

“Com a BDB Cultural, vamos renovar a prática de ser uma referência a outras bibliotecas do país para que elas possam abrir suas asas para voos mais altos e dar vida aos seus espaços”, diz o coordenador-geral da BDB Cultural, Marcos Linhares.

Para saber mais sobre os próximos cursos e eventos oferecidos, acompanhe as novidades da BDB Cultural no Youtube (https://www.youtube.com/c/BDBCultural), no Facebook (https://www.facebook.com/bdbcultural), Instagram (https://www.instagram.com/bdbcultural/) e no site www.bdbcultural.com.br da iniciativa.

Sobre Renato Barbieri

Renato Barbieri é diretor, produtor e roteirista. É sócio fundador e diretor de criação da Gaya Filmes. Documentarista desde 1985, iniciou-se na ficção em 2001 e na animação em 2016. Realizou mais de 60 produtos de conteúdo audiovisual de relevância social e ambiental, a maioria deles pela Gaya Filmes. É conhecido por seus trabalhos como documentarista, como Atlântico Negro (1998), mas também realizou longas de ficção como As vidas de Maria (2005) e Pureza (2009).

Sobre Cora Coralina – Todas as vidas

Documentário ficcional sobre a escritora goiana Cora Coralina. As atrizes Walderez de Barros, Beth Goulart, Zezé Motta, Tereza Seiblitz, Camila Márdila e Maju Souza recriam a vida da poeta em diferentes etapas de sua trajetória.

Serviço:

BDB Cultural – Abril de 2021

Exibição do filme Cora Coralina - Todas as vidas (2017) de Renato Barbieri.

15/04 - Transmissão do “Cine BDB” no Youtube e no Facebook da BDB Cultural, às 19h. A produção fica em cartaz até domingo, no mesmo horário.

Outras informações:

bdbcultural.com.br

Facebook.com/bdbcultural

Instagram - @bdbcultural

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