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Atuação de mulheres na segurança é tema de mesa na BDB Cultural


  • Nova edição do “Mulheres empoderadas” traz à BDB Cultural uma delegada e uma perita papiloscopista no dia 15, às 21h


FOTO: Maíra Lacerda - Acervo Pessoal


O campo da segurança pública foi socialmente constituído pensando em homens. No Brasil, a primeira mulher a ser admitida em uma polícia foi Maria Bernadete Fernandes, no almoxarifado da polícia de São Paulo, em 1922. Somente mais de 30 anos depois, as primeiras mulheres ocupariam funções no patrulhamento e até hoje elas são minoria nas corporações.


A BDB Cultural passa por essa história de resistência e conquistas na mesa de outubro do “Mulheres empoderadas”. Com transmissão no dia 15, às 21h, a conversa receberá duas mulheres que superaram essas barreiras e conseguiram ascender em carreiras do policiamento: Maíra Lacerda, presidente da Asbrapp (Associação Brasiliense de Peritos Papiloscopistas) e a delegada Eneida Orbage de Britto Taquary.


“Enfrentamos dificuldades desde o momento em que ingressamos nas academias de polícia”, diz Eneida. "A formação física ela é excluída socialmente da mulher, não somos ensinadas que podemos dirigir grandes veículos, lutar, atirar e temos que encarar isso sem deixar de ser muito competente. É preciso que você seja muito eficiente, brigona, competitiva para não ser julgada ou eliminada”, completa ela.


“Muitas vezes a própria segurança pública se pensa a partir da força, e as mulheres podem exercê-la, sem problemas, mas na verdade o combate ao crime tem muitas frentes. Minha atividade, por exemplo, é extremamente técnica. A atividade criminosa é muito diversa, então precisamos de pessoas de habilidades diversas, sem importar seu gênero, sua condição sexual, para alcançar uma sociedade mais segura”, afirma Maíra, que é a primeira presidente da Asbrapp em mais de trinta anos de associação.

Mulheres no comando


FOTO: Eneida Taquary - Divulgação


Tanto ela como Eneida sabem que as dificuldades da mulher na segurança estão não só em ingressar nas forças policiais, mas também em ascender na carreira. “Nos primeiros dois, três meses, temos que demonstrar que somos competentes. Do homem já se pressupõe que ele é capaz, mas para a mulher se interpreta que a chefia é um presente, não um reconhecimento. A mulher é vista como um ser emocionado, como se o homem não tivesse emoções, então é tudo fruto de um preconceito que acaba exigindo da mulher um percentual muito maior de sucesso para que ela garanta sua posição”, afirma a delegada.


“Ainda é um desafio alcançar a chefia. Eu sou a primeira mulher presidente da associação, mas com certeza não sou a primeira mulher que poderia ter assumido esse posto. Muitas vezes não temos o espaço para chegar lá. Em conversas de classe já tive que reiteradas vezes pedir para que parassem de me interromper e foi justamente isso que me deu o destaque necessário na associação para que eu pudesse concorrer. Fui eleita aos 29 anos e me chamavam de “menina”. Eu fui questionada em minha capacidade, em minha responsabilidade. Mas sigo aqui e tenho certeza que quanto mais postos forem ocupados por mulheres, mais ricas serão as forças de segurança”, conclui Maíra.

Sobre a BDB Cultural

A BDB Cultural é uma iniciativa do governo federal, por meio da Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo, em parceria com a Biblioteca Demonstrativa do Brasil Maria da Conceição Moreira Salles (BDB) e, por meio de um termo de colaboração, com a organização social Voar Arte para a Infância e Juventude. A agenda que o projeto executará na BDB segue até março de 2022.

“Com a BDB Cultural, vamos renovar a prática de ser uma referência a outras bibliotecas do país para que elas possam abrir suas asas para voos mais altos e dar vida aos seus espaços”, diz o coordenador-geral da BDB Cultural, Marcos Linhares.

Para saber mais sobre os próximos cursos e eventos oferecidos, acompanhe as novidades da BDB Cultural no Youtube (https://www.youtube.com/c/BDBCultural), no Facebook (https://www.facebook.com/bdbcultural), Instagram (https://www.instagram.com/bdbcultural/) e no site www.bdbcultural.com.br da iniciativa.

Sobre as convidadas

Maira Lacerda é primeira mulher a presidir a Asbrapp (Associação Brasiliense de Peritos Papiloscopistas) em 30 anos de existência. Perita papiloscopista de Brasília desde 2017, é também advogada.

A Dra. Eneida Taquary, delegada aposentada, é doutora em Direito pelo Centro Universitário de Brasília- UNICEUB, Mestre em Direito das Relações Internacionais pelo Centro Universitário de Brasília-UNICEUB e Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília-UCB. Professora de Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília- Distrito Federal. É autora dos livros: Crimes Contra os Costumes; Tribunal Penal Internacional e a Emenda Constitucional n 45/2004; Temas de Direito Penal e Direito Processual e Proteção Internacional da Pessoa Humana e Vida de Delegada I, Vida de Delegada II.

Serviço:

BDB Cultural – Outubro de 2021

“Mulher empoderada” debate as relações de gênero na segurança pública com a presença de Maíra Lacerda, presidente da Asbrapp (Associação Brasiliense de Peritos Papiloscopistas) e da delegada Eneida Orbage de Britto Taquary.

15/10- Transmissão no Facebook e no Youtube da BDB Cultural a partir das 21h.

Outras informações:

Site www.bdbcultural.com.br

Facebook.com/bdbcultural

Instagram - @bdbcultural

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